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segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Tecnologia do Aerogel

O Aerogel é um material sólido mesoporoso extremamente leve derivado de um gel, no qual a sua parte líquida foi substituida por um gás. O resultado desse processo é um bloco sólido com densidade extremamente baixa e com várias propriedades notáveis, entre as quais destaca-se excelente eficiência como isolante térmico e elétrico, além de ser o material sólido mais leve que existe.
Devido as suas características físicas (baixa densidade, transparência e difusão da luz) esse material recebeu o apelido de fumaça sólida.

video

O Aerogel foi inventado por Steven Kistler, em 1931. O primeiro resultado foi o gel de silício, mas o aerogel pode ser feito de diversos materiais. O trabalho de Kistler envolveu aerogéis baseados em dióxido de silício, óxido de alumínio, óxido de cromo III, e estanho. Aerogéis de carbono foram criados pela primeira vez no final década de 1990.

Aerogéis são uma classe de materiais sólidos mesoporosos possuindo mais de 50% do volume poroso.
Os aerogéis são, normalmente, compostos de 90% a 99.8% de ar, com densidades de 1,1 mg/cm3 até em torno de 150 mg/cm3. Na escala nanométrica, um aerogel estruturalmente lembra uma esponja e é composto de uma rede de nanopartículas interligadas. O termo aerogel não se refere a uma substância particular, mas sim à geometria como é composto, portanto muitas substâncias podem formar aerogéis. Em fato, aerogéis podem ser compostos de uma grande variedade de materiais, incluindo dióxido de silício (SiO2), óxido de alumínio (Al2O3), óxidos de metais de transição e lantanídeos, metais calcogenídeos, polímeros orgânicos e inorgânicos, e carbono. Mesmo assim, o termo aerogel é normalmente usado para se referir específicamente ao gel de silício.

Há uma variedade de aplicações para as quais aerogéis são usados.

•Comercialmente, aerogéis foram usados em forma granular para adicionar isolamento para clarabóias.
•Aerogel de sílica transparente é muito adequado como um material de isolamento térmico para janelas, limitando significativamente as perdas térmicas de edifícios. Uma equipe de pesquisadores mostrou que a produção de aerogel em um ambiente sem gravidade pode produzir partículas com um tamanho mais uniforme e reduzir o efeito de espalhamento de Rayleigh em aerogel de sílica, tornando o aerogel menos azul e mais transparente.
•Sua área de superfície elevada leva a muitas aplicações, tais como adsorção química para limpeza de derramamentos. Esse recurso também lhe confere um grande potencial como um catalisador ou como caratizador de transporte.
•Partículas de aerogel também são usados como agentes espessantes em algumas tintas e cosméticos

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Zona Azul, Flanelinha, Particular




Provavelmente você já precisou estacionar seu carro em um local com estacionamento rotativo, o famoso Zona Azul, ou então em um local onde fica uma pessoa para "tomar conta" do seu carro, o "flanelinha".

Legal né, mas vejamos nossas opções:
1ª pagar o zona azul, R$ 3,00 ou R$ 4,00 dependendo de quem vai te vender, ficar uma hora parado e pagar novamente para estacionar mais uma hora, porque, lembrando que o estacionamento é rotativo, o máximo são duas horas.
2ª pagar para o “flanelinha”, mas ai o valor só ele vai saber, e vai depender do horário, movimento, evento, posição dos astros, etc.
3ª rodar e encontrar um estacionamento particular e pagar os olhos da cara.

Bom, nas duas primeiras opções nosso carro fica completamente desprotegido, estacionado na rua. O vendedor do Zona Azul não vai cuidar do carro, o flanelinha se pagarmos adiantado talvez até tome conta, porque se deixar para pagar depois talvez encontre o carro riscado, salvo exceções.
A terceira opção até protege o carro, mas te faz desembolsar uma grana, tem estacionamento por ai cobrando R$ 20,00 pela primeira hora, em São Paulo não sai por menos de R$ 10,00.

Agora em dia de jogo, esquece, vai pagar uma nota em estacionamento, o maximo que fiquei sabendo foi R$ 100,00, recentemente na final da libertadores.

Nem vou comentar o "Vallet".

Temos opções que não atendem.

Fica aqui uma indignação.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A tecnologia do cinema IMAX




A experiência IMAX

IMAX é tão diferente e tão único que é quase um gênero próprio, quem já pode assistir explica que realmente é diferente de tudo, junção de cinema com teatro.
AS telas IMAX são dimensionadas para preencher o seu campo de visão.
Assim que você entra em um cinema IMAX, a diferença do formato é imediatamente óbvia - a tela é gigantesca! Existem dois tipos diferentes:

Cinemas IMAX - um cinema IMAX padrão, com uma imensa tela retangular. Uma tela IMAX normal tem 16 metros de altura por 22 metros de largura, mas podem ser muito maiores. A maior tela é de 30 metros de altura. Aproximadamente um prédio de oito apartamentos!! É muitas vezes maior do que a tela de um cinema normal.


IMAX domes
- Uma cúpula IMAX fornece uma tela hemisférica, que abrange todo o teatro. Essas cúpulas podem ter até 30 metros de diâmetro. Se você está em um teatro ou uma cúpula, o efeito é surpreendente.

A tela é grande o suficiente para preencher o seu campo de visão. Ao fazer isso, a tela dá-lhe uma incrível sensação de imersão (não há nada fora do filme para distrair sua atenção), e também aumenta a sensação de movimento. Na verdade, a sensação de movimento é tão forte que faz com que algumas pessoas sintam enjôo.

Para preencher esta tela gigante, com um quadro claro, os filmes IMAX são gravados e impressos em filmes enormes que são únicos na indústria. A maioria dos filmes que você vê em cinema vêm em um formato de 35 milímetros. O quadro é de 35 milímetros de largura e quase quadrado. Mas telas de cinema não são quadradas - são muito amplo para a sua altura. Então, a imagem é comprimida em larga a 35-mm e expandida pelo projetor para preencher a tela. Alguns filmes vêm em um formato de 70 milímetros. Este formato fornece aproximadamente o dobro da resolução, e o quadro é, naturalmente, a largura da tela de modo que não há compressão.

No filme IMAX o formato de película é de 15/70. Cada quadro é de 70 milímetros de altura e 15 perfurações de largura. Em outras palavras, o tamanho do filme é de cerca de 10 vezes maior do que o padrão de 35 milímetros.

Para entender como funciona o projetor:

Um obturador abre e permite que a luz passe através do filme e da lente na tela por uma fração de segundo.
Num projetor IMAX, o filme é tão pesado e grande que um projetor não pode usar um gancho para movimentá-lo. Portanto, um projetor IMAX é totalmente diferente de um projetor normal: o filme passa por ele na horizontal e não verticalmente. Um sistema a vácuo suga cada imagem em um pedaço de vidro na frente da lente para que a imagem seja completamente orientada na frente do lente. O obturador abre para um período de tempo maior do que em um projetor normal, a fim de permitir que mais luz passe. A lâmpada para o projetor é de 15.000 watts, arrefecido a água e a unidade de xenônio.
Toda esta tecnologia avançada do projetor IMAX pesa mais de 2 toneladas (1.800 quilos) - o equivalente a um carro pequeno! Isso é que é preciso para obter uma imagem tão brilhante e clara sobre uma tela tão grande.

IMAX Inovações

As inovações introduzidas nos cinemas IMAX incluem:
Tecnologia de cúpula - permite que a imagem cubra totalmente a sua visão periférica;
Tecnologia 3-D - IMAX utiliza vidros polarizados e tecnologia LCD para exposição intensa.
48 frames por segundo - O dobro da média padrão e aumenta os detalhes visuais. Avançados sistemas de som - cinemas IMAX usam um sistema de som 6-channel, e em alguns cinemas você também pode usar um headset que fornece dois canais extras de som para cada espectador.
Remasterização Digital - IMAX DMR converte um quadro de 35 milímetros em formato digital em alta resolução, extrai os elementos de imagem importantes para criar um cristal de forma clara da fotografia original. Ao combinar todas estas características, os cinemas IMAX criam a experiência cinematográfica mais realista e intensa.

Produzindo um filme IMAX

Assistir a um filme IMAX é uma experiência incrível, mas o processo de criação de um filme IMAX é ainda mais surpreendente. Por uma série de razões, produções IMAX são muito mais complexas do que a produção de filmes normais. Os filmes são especialmente interessantes do ponto de vista da produção. Não são apenas rodados em IMAX 15/70, mas são também filmado em 3-D e com muitos efeitos criados no computador.

Devido ao tamanho da tela e ao incrível detalhamento de uma imagem IMAX, a qualidade dos efeitos gerados por computador tem que ser perfeitos para trabalhar em uma tela IMAX. Por exemplo, os dinossauros de um filme; têm cinco vezes o detalhe do num filme normal. Isso significa que ele tem cinco vezes mais energia do computador para processar cada quadro e cinco vezes mais espaço de armazenamento. UIm dos principais desafios ao fazer um filme IMAX tem a ver com o tamanho do filme. O tamanho do filme significa três coisas:

A câmera é imensa. Ela pesa 109 kg, então são necessário suportes especiais e ajustes para movimentá-la. Uma câmara típica de 35 milímetros, pesa apenas 18 kg.

O tamanho do filme significa que a câmera pode armazenar apenas um cilindro de três minutos, e demora 20 minutos para recarregar.

Existem apenas duas câmeras IMAX 3-D no mundo, e custam em torno de gastar 100.000 dólares por dia nos custos de produção.

Um filme IMAX típico custa na faixa de US $ 3 milhões a US $ 8 milhões para uma função 2-D, e US $ 8 milhões a US $ 15 milhões para 3-D. Os filmes podem ser financiados pela IMAX ou auto-financiado pelos estúdios.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Entrevista do Max Gehringer para a CBN, sobre o mercado de trabalho:

Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn.

Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?
Resposta:
 Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.

Segunda pergunta: O profissional do futuro será um individualista?
Resposta:
 Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar-se.

Terceira pergunta: Que conselho o Sr. dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Resposta:
 É melhor ser criticados pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.

Quarta pergunta: E para os funcionários que tem Chefes centralizados e perversos?
Respostas:
 Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última pergunta: O que é exatamente sucesso?
Resposta:
 É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.

Belas e sábias respostas.

Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn. Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito há 2.300 anos: o Eclesiastes, do Velho Testamento, da Bíblia.

Mas, se eu digo isso no começo, muita gente, talvez, nem tivesse interesse em continuar ouvindo."

Max Gehringer para a CBN.

terça-feira, 29 de março de 2011

O Brasil humilha quem dá bom exemplo

Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito..
Silvino Geremia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A força do pensamento


Olha a importância dos pensamentos positivos e do propósito em busca da evolução....
Você dá poder a tudo em que pensa continuamente. Então, é claro que vale mais a pena se voltar àquilo que deseja do que focalizar no que não deseja. Mas o que você não quer pode penetrar sutilmente de muitas formas em seus pensamentos.
Preocupações e dúvidas concentram sua mente naquilo que você não quer. Em vez de se preocupar com coisas negativas, que talvez possam acontecer, direcione suas ações para garantir que coisas boas e positivas ocorram.
Ficar reclamando também pode fazer com que seus pensamentos se dediquem a algo que você não quer. Sobre o que são suas queixas geralmente? A respeito daquilo que não gosta. Não reclame, aja! É a ação que o move em direção a tudo que deseja.
A raiva é mais uma maneira de direcionar negativamente seus pensamentos. Em vez de se irritar com o que não gosta, use essa energia para lhe dar a determinação necessária a fim de conseguir tudo o que você quer.
Mantenha sua mente focalizada positivamente nas coisas boas que a vida pode oferecer, pois são exatamente elas que crescerão mais fortes e abundantes em seu mundo.

Créditos para Bruno Adriano, Emive

quinta-feira, 10 de março de 2011

Orientações sobre o TCC (trabalho de conclusão de curso)

O TCC (trabalho de conclusão de curso) leva pelo menos um semestre para ser produzido e a apresentação não dura mais do que algumas horas. Em muitos casos, depois da aprovação, o trabalho não tem aproveitamento algum e passa servir apenas para ilustrar currículos e portfólios. Em alguns casos, no entanto, o TCC pode proporcionar ganhos aos alunos que extrapolam o âmbito acadêmico.

Existem até algumas escolas que estimulam estudantes a pensar o TCC como parte da iniciação profissional. "Ele é tão aplicado à prática que no dia da banca são convidadas empresas parceiras para assistir à apresentação. Temos banca acadêmica e banca de mercado, esta última, opina sobre o que achou interessante", conta Ricardo Nakai, professor de marketing da Esamc. Ele acredita que o TCC é uma oportunidade interessante para o aluno conversar com o mercado.

Enfoque semelhante é dado ao TCC do curso de publicidade e propaganda da Universidade Metodista. De acordo com Fernando Ferreira de Almeida, coordenador do curso, o aluno tem de se aproximar ao máximo da situação real de mercado. "O TCC é visto como um instrumento de trabalho. Desde o primeiro semestre os alunos já trabalham o desenvolvimento do TCC em contato com o mercado. Ele tem de apresentar soluções e pensar sempre no retorno do investimento feito pelo cliente", explica Almeida.
Não é apenas para os cursos voltados ao mercado que a possibilidade de desenvolver um TCC com aplicação prática existe. De acordo com Denizar Melo, coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), por exemplo, é comum o trabalho final servir como ponte para o mestrado. "O que se quer com o TCC, que é um trabalho que desperta no aluno o espírito empreendedor e cientifico, é que ele seja um grande laboratório, propicie vivência prática e possa resultar numa (proposta a ser apresentada num curso) stricto sensu", afirma Melo.

Além disso, Melo afirma que há casos em que o aluno desenvolve novas técnicas ou equipamentos que são de interesse do mercado. O desencadeamento do trabalho de conclusão dependeria da intenção do aluno. "Para alguns é mais natural atuar no mercado. Já outros têm viés mais acadêmico. O que a gente procura é potencializar essas vocações", explica Melo. Segundo Almeida, um dos requisitos para que o TCC obtenha sucesso comercial é o embasamento teórico. "O trabalho serve para consolidar o conhecimento e confrontar teoria e prática. É importante ter base e conteúdo", acrescenta.

Direcionado ao mercado

O coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS defende a idéia de que para aproveitar o TCC depois da formatura, o aluno precisa estar atento às necessidades de mercado. "Ele tem de ter um bom problema para resolver. E, a partir dele, montar um bom projeto para organizar esquematicamente a solução", recomenda Melo. No entanto, ele sugere que o aluno direcione essa busca para a área do conhecimento da qual ele mais se aproxima.

A exploração de nichos de mercado ainda carentes de soluções também é recomendada pelo professor de marketing da Esamc. Segundo Nakai, o ideal é procurar empresas dispostas a comprar capital intelectual para os problemas que enfrenta. Já Almeida defende que a única forma de conseguir desenvolver o trabalho de acordo com as demandas de mercado é estar atento às tendências e oportunidades à época da escolha do tema. "A dica é estudar sempre, acompanhar a evolução tecnológica do mercado. Seja para monografia ou para desenvolver campanhas e produtos", acredita ele.
Não é apenas para os cursos voltados ao mercado que a possibilidade de desenvolver um TCC com aplicação prática existe. De acordo com Denizar Melo, coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), por exemplo, é comum o trabalho final servir como ponte para o mestrado. "O que se quer com o TCC, que é um trabalho que desperta no aluno o espírito empreendedor e cientifico, é que ele seja um grande laboratório, propicie vivência prática e possa resultar numa (proposta a ser apresentada num curso) stricto sensu", afirma Melo.

Além disso, Melo afirma que há casos em que o aluno desenvolve novas técnicas ou equipamentos que são de interesse do mercado. O desencadeamento do trabalho de conclusão dependeria da intenção do aluno. "Para alguns é mais natural atuar no mercado. Já outros têm viés mais acadêmico. O que a gente procura é potencializar essas vocações", explica Melo. Segundo Almeida, um dos requisitos para que o TCC obtenha sucesso comercial é o embasamento teórico. "O trabalho serve para consolidar o conhecimento e confrontar teoria e prática. É importante ter base e conteúdo", acrescenta.

Direcionado ao mercado

O coordenador do curso de fisioterapia da PUCRS defende a idéia de que para aproveitar o TCC depois da formatura, o aluno precisa estar atento às necessidades de mercado. "Ele tem de ter um bom problema para resolver. E, a partir dele, montar um bom projeto para organizar esquematicamente a solução", recomenda Melo. No entanto, ele sugere que o aluno direcione essa busca para a área do conhecimento da qual ele mais se aproxima.

A exploração de nichos de mercado ainda carentes de soluções também é recomendada pelo professor de marketing da Esamc. Segundo Nakai, o ideal é procurar empresas dispostas a comprar capital intelectual para os problemas que enfrenta. Já Almeida defende que a única forma de conseguir desenvolver o trabalho de acordo com as demandas de mercado é estar atento às tendências e oportunidades à época da escolha do tema. "A dica é estudar sempre, acompanhar a evolução tecnológica do mercado. Seja para monografia ou para desenvolver campanhas e produtos", acredita ele.
Marcelo Veras, vice-presidente acadêmico da Esamc, concorda com Almeida e reforça o coro na defesa da tese de que o estudante precisa enxergar o mercado. "Tem de estar atento com o que o mercado precisa. Não pode pegar um tema só para cumprir tabela. Tem de ser um projeto para colocar embaixo do braço e levar na entrevista de emprego", declara Veras. Nesse sentido, Nakai acrescenta ainda que o aluno tem a vantagem de ter à disposição durante a execução do TCC, além de toda a infraestrutura da instituição, o conhecimento dos professores. "O aluno nem sempre tem capacidade para desenvolver a solução, mas pode utilizar os recursos da universidade e o conhecimento e experiência dos professores para desenvolver um produto seu", explica Nakai. "O professor é um profissional, que conhece a linguagem própria do mercado", completa ele.

No caso do grupo do então estudante Dani Schweller, formado em propaganda e marketing pela Esamc em julho de 2009, foi um das professoras quem viabilizou o contato com a empresa da qual ele era gerente de marketing. "Os professores têm necessidades reais que podem ser aproveitadas pelos alunos", resume Schweller. No curso de fisioterapia da PUCRS, as pesquisas dos alunos são atreladas às linhas de pesquisa dos professores. "Os alunos desenvolvem parte da pesquisa dos professores. Às vezes, os professores reúnem grupos de alunos e cada um faz um capitulo de um livro, que pode ser publicado", explica Melo. Por isso, ele recomenda para aqueles que têm interesse em levar o TCC ao mercado, que procurem professores e orientadores interessados em atuar na mesma linha. A própria universidade pode direcionar o desenvolvimento de trabalhos mais atraentes aos olhos do mercado. "Todo ano exploramos um segmento para ser trabalhado pelos alunos. Depende do que está em alta no mercado", diz Almeida.

Marcelo Veras, vice-presidente acadêmico da Esamc, concorda com Almeida e reforça o coro na defesa da tese de que o estudante precisa enxergar o mercado. "Tem de estar atento com o que o mercado precisa. Não pode pegar um tema só para cumprir tabela. Tem de ser um projeto para colocar embaixo do braço e levar na entrevista de emprego", declara Veras. Nesse sentido, Nakai acrescenta ainda que o aluno tem a vantagem de ter à disposição durante a execução do TCC, além de toda a infraestrutura da instituição, o conhecimento dos professores. "O aluno nem sempre tem capacidade para desenvolver a solução, mas pode utilizar os recursos da universidade e o conhecimento e experiência dos professores para desenvolver um produto seu", explica Nakai. "O professor é um profissional, que conhece a linguagem própria do mercado", completa ele.

No caso do grupo do então estudante Dani Schweller, formado em propaganda e marketing pela Esamc em julho de 2009, foi um das professoras quem viabilizou o contato com a empresa da qual ele era gerente de marketing. "Os professores têm necessidades reais que podem ser aproveitadas pelos alunos", resume Schweller. No curso de fisioterapia da PUCRS, as pesquisas dos alunos são atreladas às linhas de pesquisa dos professores. "Os alunos desenvolvem parte da pesquisa dos professores. Às vezes, os professores reúnem grupos de alunos e cada um faz um capitulo de um livro, que pode ser publicado", explica Melo. Por isso, ele recomenda para aqueles que têm interesse em levar o TCC ao mercado, que procurem professores e orientadores interessados em atuar na mesma linha. A própria universidade pode direcionar o desenvolvimento de trabalhos mais atraentes aos olhos do mercado. "Todo ano exploramos um segmento para ser trabalhado pelos alunos. Depende do que está em alta no mercado", diz Almeida.

Oportunidade de padronização

Formado em agosto de 2007 pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o fisioterapeuta Régis Mestriner atualmente aguarda a concretização do processo de transferência tecnológica da patente depositada a partir de seu TCC. No projeto que fez em parceria com Rafael Oliveira Fernandes, ele desenvolveu um sistema de fisioterapia respiratória que, apesar de mais barato que os similares, estava esquecido devido à falta de padronização. "O sistema já existia desde a década de 30, mas não tinha como ser executado com segurança", resume Mestriner.

Trata-se de um equipamento, denominado coluna d'água, para reabilitação pulmonar em que o paciente assopra ar para o interior de um recipiente por meio de um canudo. O fisioterapeuta pode regular a pressão interna e com isso exigir mais ou menos pressão por parte do paciente. O problema que prejudicava o uso desse método dizia respeito à resistência promovida pelo canudo à passagem do ar. Impossível de ser controlada pelo fisioterapeuta, comprometia o tratamento. "Embora seja um sistema alternativo a outros bem mais caros que existem no mercado, há muita resistência dos profissionais em utilizar, justamente pela falta de padronização", lamenta Mestriner.

Os alunos tomaram conhecimento desse sistema numa aula do sexto semestre de Fisioterapia, quando o professor – que se tornou orientador do trabalho – propôs aos alunos que avaliassem o desempenho de diferentes tipos de material para execução dos procedimentos. Mestriner e Fernandes se interessaram e procuraram o hospital São Lucas, da própria PUCRS, onde conseguiram montar o sistema experimental e levantar os dados necessários para desenvolvimento do projeto. "A idéia inicial era padronizar o processo para usar no próprio São Lucas. O TCC nos deu a oportunidade de experimentar as idéias que surgiam. De algo que não esperávamos, conseguimos publicar até artigo", comemora Mestriner.

Depois da apresentação do TCC, em agosto de 2007, a dupla continuou com o desenvolvimento do sistema visando o departamento de registro de patentes da PUC. Atualmente, a universidade, que depositou o registro, negocia a comercialização do sistema com empresas da área de saúde. Os trâmites estão sendo resolvidos pela universidade, que é quem levará, caso o processo seja bem sucedido, a maior parte dos lucros. Ainda assim, Mestriner e seu parceiro de TCC também terão retorno sobre o trabalho. "Estamos bem esperançosos de que aconteça. Toda a parte experimental foi feita durante o TCC. A única coisa feita depois foi o artigo", conta Mestriner sobre o material publicado na revista científica da área de fisiologia respiratória Respiratory Care.

Opção pelo desafio

A possibilidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso foi o que levou o grupo de TCC de Dani Schweller a optar pela Topz, empresa do grupo farmacêutico EMS, para a criação de uma campanha de reposicionamento de marca. De acordo com ele, duas das seis pessoas que compunham o grupo trabalhavam na EMS, além de a professora Vania Bitencour Serrasqueiro ser gerente de marketing da empresa, o que facilitou o acesso à companhia. Além disso, era o único cliente prospectado que apresentava um desafio real. "Tivemos algumas opções de clientes, mas esse era o que proporcionava o desafio mais real. Tinha uma verba reduzida, mas era uma verba real. E queríamos trabalhar com isso", declara Schweller.

Ele explica que a presença da professora na posição de gerente da empresa foi importante para estreitar o relacionamento entre cliente e alunos e pautou o grupo com relação às necessidades da EMS. "Ela acompanhou todo o desenvolvimento do trabalho. Por ela ser professora, sabia da seriedade do projeto e, por conhecer o grupo, pôde confiar na hora de passar os dados da empresa", afirma. Dessa maneira, o grupo de Schweller procurou atender à necessidade da empresa de acelerar o retorno da linha de protetores solares Topz. Para tanto, o grupo realizou análises de mercado e desenvolveu peças de criação para apresentar ao cliente. "Propusemos a reformulação de embalagens, a criação da marca Sunny para diferenciar da linha Topz, criamos programas de metas e incentivos para a equipe e criamos programas de incentivo para os clientes", explica ele.

Como resultado, além de amigos e familiares, a diretoria da Topz esteve presente à apresentação. Atualmente, a marca Sunny está em processo de registro e a empresa está analisando formas de adotar outras das propostas do TCC. Além de Dani Schweller, o grupo de TCC era composto por Talles Ramalho, André Froner Hortense, Fernanda Ponzeto, Flávia Von e André Krajewski.


http://especiais.universia.com.br/guiadotcc/destaque/tcc-pode-render-frutos-depois-da-formatura

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

NFC (Near Field Communication) A Tecnologia que muda a interação com objetos


A tecnologia NFC (Near Field Communication) tem um sistema bem simples de ser utilizado: apenas com a proximidade de dois dispositivos eletrônicos compatíveis, você é capaz de realizar a troca de informações de maneira bastante segura. Com isto, é possível captar informações de qualquer objeto em que a tecnologia for aplicada. Por exemplo, você pode obter informações de um cartaz ou de um display em um supermercado, apenas encostando seu celular nele. Comprar ingressos para um espetáculo aproximando seu celular do cartaz que anuncia o show. Outras aplicações para a tecnologia seriam a aquisição de produtos e serviços, além de fazer parte de documentos, como a identidade ou o passaporte.

A NFC é uma tecnologia que surgiu a partir da RFID (Radio Frequency Identification). A RFID permite a comunicação de dois aparelhos à longa distância, por meio de radiofrequência: um deles traz uma fonte de energia e age ativamente, buscando informações no outro dispositivo, que não necessita de uma fonte de energia própria para funcionar.

A Near Field Communication, como o nome sugere, limita o campo de atuação de frequências para uma distancia de até 10 centímetros. Assim, é necessário estar bastante próximo ao objeto para que haja a troca de dados - o que a torna bastante segura. É importante observar que os dados são obtidos da fonte passiva pela fonte ativa. Assim, as informações contidas em qualquer aparelho que use a tecnologia não podem ser acessadas por outros dispositivos.

A NFC foi criada para transmitir dados de maneira mais segura. Enquanto a RFID é a melhor opção para o rastreamento de animais, por exemplo, a NFC pode ser aplicada para a realização operações bancárias. Isso por que a abrangência da frequência RFID poderia ser utilizada por pessoas com más intenções, para tentar obter dados sem autorização ou clonar aparelhos, o que a necessidade de proximidade da NFC não permite.

Mas como isso está sendo usado?
Se esta é uma tecnologia que pode trazer tantas facilidades para a vida das pessoas, ela deve estar em um gadget que esteja presente 24 horas por dia na mão dos usuários. Por isso, a melhor aplicação encontrada até agora é a implementação da NFC em aparelhos celulares.

Em países como o Japão, já é possível conferir a tecnologia sendo utilizada no dia a dia: o sistema de metrô permite que passagens sejam compradas com a aproximação do aparelho de telefone às catracas. Desta forma, objetos comuns do cotidiano transformam-se em "objetos inteligentes", capazes de armazenar e transmitir informações.

Existem inúmeras formas de usar a NFC. Muitos acreditam que ela deve substituir os códigos de barras e até mesmo os cartões de crédito. Assim, o consumidor não precisaria mais buscar por máquinas de leitura nas lojas: basta aproximar o celular para conferir o preço do produto. Ao final da compra, para efetuar o pagamento, basta a mesma ação em um aparelho instalado no caixa.

A BMW apresentou um protótipo de chave que utiliza o NFC. Com ela, seria possível realizar várias atividades. Em um breve vídeo, as possibilidades são demonstradas: os usuários seriam capazes de comprar passagens de trem ou metrô usando um sistema exclusivo adaptado ao carro, além de pagar por qualquer outro serviço ou produto em pontos de venda.

Outra facilidade proporcionada por este modelo de chave seria a verificação das condições do carro, apenas com a aproximação a aparelhos com NFC. Segundo engenheiros da empresa, o sistema aplicado à chave seria ainda mais seguro do que em outros aparelhos portáteis.

Além disso, a tecnologia pode estar em documentos, facilitando o impedimento de acesso de adolescentes a locais como bares e clubes noturnos, por exemplo. Com a NFC, também seria possível assistir ao trailer de um filme apenas colocando o aparelho celular próximo ao seu cartaz. Estima-se que a tecnologia NFC faça parte ativa do cotidiano de usuários na América do Norte até o ano de 2015.

Gadgets com NFC
Ampliando os campos da NFC, o novo modelo da Samsung, Nexus S, traz a tecnologia já acoplada ao aparelho. Com o funcionamento no sistema Android, é possível perceber que a Google está disposta a investir nesta nova maneira de transmissão de dados.

Boatos circulam pela internet, com informações de que a Visa estaria testando na Europa um sistema de pagamento de metrô, similar ao de Tóquio, utilizando o último modelo do iPhone. Com isso, espera-se também que a nova geração dos gadgets da Apple - iPhone, iPod Touch e iPad - contem também com o sistema. Entretanto, a informação não é confirmada pela Apple.

Em contrapartida, pesquisas realizadas pela Visa demonstram que 87% dos usuários do iPhone estariam dispostos a comprar um hardware para ser acoplado em seus aparelhos, possibilitando a realização de pagamentos via NFC.

Isso talvez possa acelerar a inclusão da tecnologia no uso diário, transformando em poucos meses a forma como consumimos informações e produtos. O sucesso do NFC é bastante esperado, já que o custo de produção dos dispositivos que enviam dados são relativamente baixos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Trabalho em altura, mas muita altura mesmo...

Pessoal, val e apena assistir, isso se conseguirem ver até o final...  Olhem a coragem dos caras... Proteção zero contra quedas...


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sábado, 4 de setembro de 2010

INVESTIDOR LUCRA 1 MILHÃO COM DIREITO DE SUBSCRIÇÃO DA TAM (TAMM1)EM UM DIA.


Um investidor da Tam, que possuía direitos de subscrição de ações do aumento de capital de 30 de julho, pode ter ganho mais de R$ 1 milhão após a compra da empresa brasleira pela chilena Lan Airlines.
O papel, negociado sob o código TAMM1 na BM&F Bovespa, dá direito ao seu detentor de subscrever a ação da Tam a R$ 25,69 até 31 de agosto e valia R$ 0,11 na manhã de sexta-feira (13).
Em apenas um negócio, às 14h31, um investidor comprou 109.500 papéis a este preço, o que totalizou pouco mais de R$ 12 mil, de acordo com dados da Bloomberg.
O anúncio da compra aconteceu minutos antes do fechamento do mercado na sexta-feira.
No fim daquele dia, este papel valia R$ 8, e, na segunda-feira, às 12h25, este mesmo direito de subscrição era negociado a R$ 11,13.
Assim, o bloco de 109.500 papéis comprados na sexta-feira valia às 12h25 cerca de R$ 1,2 milhão, um ganho de mais de cem vezes o valor pago na sexta-feira.
O número de negócios com o direito de subscrição da Tam deu um salto na sexta-feira.
No dia em que começaram a ser negociados, 4 de agosto, giraram 7.800 papéis.
Na sexta-feira, foram mais de 2 milhões de direitos que trocaram de mãos, o mesmo volume que giraram as ações ordinárias da Vale, o nono papel mais negociado do Ibovespa.
Já pensou? oportunidades dessas são realmente raras, mas acontecem.
O que faria com essa pequena mega sena?

domingo, 20 de junho de 2010

Resiliência


Desenvolvendo a resiliência

Toda vez que duas áreas da ciência conversam, nasce algo de novo e interessante. Foi assim quando a Engenharia encontrou a Medicina, e ambas produziram ferramentas diagnósticas de enorme utilidade como a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada. Recentemente, a Psicologia dialogou com a Física e descobriu um conceito muito versátil: a resiliência.

Para entender o que é resiliência, é preciso antes compreender os tempos em que vivemos. Segundo Woody Allen, “nunca antes na história da humanidade as pessoas se viram frente a tantas encruzilhadas: alguns caminhos levam ao desespero, outros à desesperança, e outros à extinção completa da raça humana. Vamos rezar para que a sabedoria nos permita fazer a escolha certa”. Esta sabedoria se chama resiliência.

Na Física, resiliência é a quantidade de energia que um material é capaz de receber antes de se deformar de maneira irreversível. Na Psicologia, Resiliência virou a capacidade de ter coragem para mudar o que pode ser mudado, serenidade para aceitar o que não podemos resolver, e inteligência para diferenciar uma situação da outra.

No coração
Os cientistas calculam que o desenvolvimento da resiliência é capaz de reduzir em até 75% o risco de problemas cardíacos. Contudo, o maior obstáculo está na resposta instintiva de “luta ou fuga”: pessoas acostumadas a viver no limite podem achar a ideia de resiliência um sinal de fraqueza, resistindo (mesmo que inconscientemente) às medidas de controle do estresse.


Se você quiser vencer seu instinto e tornar-se um mestre na arte da resiliência, basta seguir alguns passos simples. Anote aí:


Identifique a fonte de estresse
Anote em um diário tanto as experiências negativas quanto as positivas. Após uma ou duas semanas, você será capaz de identificar as três principais situações estressantes de sua vida. Veja o que pode ser feito para eliminá-las de sua agenda.

Reestruture as prioridades
Nem sempre é possível ou prático eliminar todas as situações estressantes. Nestes casos, a saída é aumentar o peso do lado positivo, priorizando as atividades que lhe dão prazer.

Pequenas decisões ao seu favor podem ser o bastante para construir uma existência menos estressante e muito mais produtiva: não abra mão dos seus finais de semana ou férias.

Utilize suas horas de folga para planejar passeios (e faça-os!). Guarde alguns minutos todo dia para fazer absolutamente nada. Uma vez por semana, saia do cardápio e coma uma guloseima, etc.

Ajuste sua resposta
As pesquisas mostram que todos podem aprender a dosar o padrão de reação emocional ao estresse.

Por exemplo, no bar beira de praia, ao receber sua porção, não se exalte. Comente para o cozinheiro enquanto cospe para o lado: “Rapaz, os caranguejos estão tão frescos que ainda dá pra sentir o gosto da areia neles!”.

Utilize técnicas de relaxamento
Tudo bem, você ameaçou perder as estribeiras quando o cozinheiro lhe trouxe uma colher e disse sorrindo, apontando para a casquinha de siri: “É pro senhor comer os grãos mais sossegado”. Não quebre o quiosque todo ainda: tente algumas técnicas de relaxamento antes.

Respirar fundo aumenta a oxigenação do cérebro e reduz os batimentos cardíacos. Inspire e expire lenta e profundamente pelo nariz, enquanto conta até dez. Repita o exercício até que a imagem do cozinheiro sendo estrangulado desapareça de sua mente.

Aceite Ajuda
Ter uma boa rede de amigos é essencial. Por exemplo: vai que o cozinheiro dá dois de você? Impossível estrangular o cabra sozinho, sob o risco de ser preparado por ele feito um Peroá bem na frente das crianças.

As pesquisas mostram que a maioria das pessoas resilientes possui muitos amigos. O amigo é aquele sujeito que está do seu lado lhe ajudando ou atrapalhando – o importante pra ele é participar!

Além disso, se fosse para você resolver todos os problemas do mundo sozinho, para que haveria outras seis bilhões de pessoas nesse planeta? Não tenha medo de pedir ajuda – a surpresa conta a seu favor

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Biblioteca Digital Especial para Machado de Assis


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
. obra completa de Machado de Assis.


Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!

Biblioteca Digital.

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
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· e muito mais....
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Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br
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Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Decreto Oficial da Reativação da Telebrás

SAIU O DECRETO NO DIARIO OFICIAL DA UNIAO!!

DECRETO No- 7.175, DE 12 DE MAIO DE 2010
Institui o Programa Nacional de Banda Lar- ga - PNBL; dispõe sobre remanejamento de cargos em comissão; altera o Anexo II ao Decreto no 6.188, de 17 de agosto de 2007; altera e acresce dispositivos ao Decreto no 6.948, de 25 de agosto de 2009; e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o, inciso VII, da Lei no 5.792, de 11 de julho de 1972, e na Lei no 9.472, de 16 de julho de 1997,
DECRETA:
Art. 1o Fica instituído o Programa Nacional de Banda Larga - PNBL com o objetivo de fomentar e difundir o uso e o for- necimento de bens e serviços de tecnologias de informação e co- municação, de modo a:
I - massificar o acesso a serviços de conexão à Internet em banda larga;
II - acelerar o desenvolvimento econômico e social; III - promover a inclusão digital; IV - reduzir as desigualdades social e regional; V - promover a geração de emprego e renda;
VI - ampliar os serviços de Governo Eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado;
VII - promover a capacitação da população para o uso das tecnologias de informação; e
VIII - aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade brasileiras.
Art. 2o O PNBL será implementado por meio das ações fixadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital - CG- PID, instituído pelo Decreto no 6.948, de 25 de agosto de 2009.
Art. 3o Compete ao CGPID, além das atribuições previstas no art. 2o do Decreto no 6.948, de 2009, a gestão e o acompa- nhamento do PNBL, cabendo-lhe:
I - definir as ações, metas e prioridades do PNBL;
II - promover e fomentar parcerias entre entidades públicas e privadas para o alcance dos objetivos previstos no art. 1o;
III - fixar a definição técnica de acesso em banda larga, para os fins do PNBL;
IV - acompanhar e avaliar as ações de implementação do PNBL; e
V - publicar relatório anual das ações, metas e resultados do PNBL.
Art. 4o Para a consecução dos objetivos previstos no art. 1o, nos termos do inciso VII do art. 3o da Lei no 5.792, de 11 de julho de 1972, caberá à Telecomunicações Brasileiras S.A. - TELEBRÁS:
I - implementar a rede privativa de comunicação da ad- ministração pública federal;
II - prestar apoio e suporte a políticas públicas de conexão à Internet em banda larga para universidades, centros de pesquisa, es- colas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público;
III - prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, Estados, Distrito Federal, Municípios e entidades sem fins lucrativos; e
IV - prestar serviço de conexão à Internet em banda larga para usuários finais, apenas e tão somente em localidades onde ine- xista oferta adequada daqueles serviços.
§ 1o A TELEBRÁS exercerá suas atividades de acordo com a legislação e a regulamentação em vigor, sujeitando-se às obri- gações, deveres e condicionamentos aplicáveis.
§ 2o Os sistemas de tecnologia de informação e comunicação destinados às atividades previstas nos incisos I e II do caput são considerados estratégicos para fins de contratação de bens e serviços relacionados a sua implantação, manutenção e aperfeiçoamento.
§ 3o A implementação da rede privativa de comunicação da administração pública federal de que trata o inciso I do caput con- sistirá na provisão de serviços, infraestrutura e redes de suporte à co- municação e transmissão de dados, na forma da legislação em vigor.
§ 4o O CGPID definirá as localidades onde inexista a oferta adequada de serviços de conexão à Internet em banda lagra a que se refere o inciso IV do caput.
Art. 5o No cumprimento dos objetivos do PNBL, fica a TELEBRÁS autorizada a usar, fruir, operar e manter a infraestrutura e as redes de suporte de serviços de telecomunicações de propriedade ou posse da administração pública federal.
Parágrafo único. Quando se tratar de ente da administração federal indireta, inclusive empresa pública ou sociedade de economia mista controlada pela União, o uso da infraestrutura de que trata o caput dependerá de celebração de contrato de cessão de uso entre a TELEBRÁS e a entidade cedente.
Art. 6o A Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, de acordo com as competências estabelecidas pela Lei no 9.472, de 16 de julho de 1997, implementará e executará a regulação de serviços de telecomunicações e da infraestrutura de rede de suporte de conexão à Internet em banda larga, orientada pelas seguintes diretrizes:
I - promoção da concorrência e da livre iniciativa;
II - estímulo a negócios inovadores que desenvolvam o uso de serviços convergentes;
III - adoção de procedimentos céleres para a resolução de conflitos;
IV - obrigatoriedade do compartilhamento de infraestrutura;
V - gestão de infraestrutura pública e de bens públicos, inclusive de radiofreqüência, de forma a reduzir os custos do serviço de conexão à Internet em banda larga; e VI - ampliação da oferta de serviços de conexão à Internet em banda larga na instalação da infraestrutura de telecomunicações.
Parágrafo único. Na execução das medidas referidas neste artigo, a ANATEL deverá observar as políticas estabelecidas pelo Ministério das Comunicações.
Art. 7o Ficam remanejados da Secretaria de Gestão do Mi- nistério do Planejamento, Orçamento e Gestão para o Gabinete Pes- soal do Presidente da República, a fim de atender às necessidades da Secretaria-Executiva do CGPID, dez cargos em comissão do Grupo- Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo cinco DAS 102.4, um DAS 102.3 e quatro DAS 102.2.
Parágrafo único. O Anexo II ao Decreto no 6.188, de 17 de agosto de 2007, passa a vigorar na forma do Anexo a este Decreto.
Art. 8o Os arts. 3o e 4o do Decreto no 6.948, de 2009, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 3o.............................................................................. ........
I - Casa Civil da Presidência da República, que o presidirá;
II - Gabinete Pessoal do Presidente da República;
III - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República;
IV - Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República;
V - Ministério das Comunicações;
VI - Ministério da Ciência e Tecnologia;
VII - Ministério da Educação;
VIII - Ministério da Cultura;
IX - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
X - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
XI - Ministério da Saúde; e
XII - Ministério da Fazenda. ................................................................................ ............" (NR)
"Art. 4o ................................................................................ .... ................................................................................ ........................
Parágrafo único. O CGPID terá uma assessoria técnica per- manente, vinculada à Secretaria-Executiva." (NR)
Art. 9o O Decreto no 6.948, de 2009, passa a vigorar acres- cido dos seguintes dispositivos:
"Art. 5o-A. O CGPID deliberará mediante resoluções, por maioria simples, cabendo ao seu presidente o voto de qualidade.
o Art. 5 -B. Serão grupos temáticos do CGPID, sem prejuízo
de outros que venham a ser fixados no regimento interno:
I - Grupo Temático de Infraestrutura e Serviços de Tele- comunicações, coordenado pelo Ministério das Comunicações;
II - Grupo Temático de Aplicações, coordenado pelo Mi- nistério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
III - Grupo Temático de Conteúdo, coordenado conjunta- mente pelos Ministérios da Cultura e da Educação; e
IV - Grupo Temático de Política Industrial, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, coordenado conjuntamente pelos Mi- nistérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Ciência e Tecnologia." (NR)
Art. 10. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 11. Fica revogado o art. 8o do Anexo ao Decreto no 2.546, de 14 de abril de 1998.
Brasília, 12 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Paulo Bernardo Silva Jose Artur Filardi Leite Erenice Guerra

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Reativação da Telebrás

Decreto de Lula reativará Telebrás com poderes em internet e telefonia
Por Miriam Aquino
23 de April de 2010

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deverá ser anunciado para a Nação na próxima semana. Entre os documentos mais importantes a serem divulgados, estará presente o decreto assinado pelo presidente Lula, cujos termos são praticamente os mesmos àqueles da versão de 30 de dezembro de 2009, que o Tele.Síntese publicou com exclusividade em 29 de janeiro de 2010.

A Telebrás será reativada com mais poderes do que já teve e "passará a ter por finalidade a prestação direta de serviços de telecomunicações", conforme os dizeres do decreto, que foram mantidos na versão final. Mas haverá algumas restrições para a sua atuação: ela será usada para a implementação da intranet do governo federal; apoio e suporte a políticas públicas de conexão à internet e provimento de acesso em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público; provimento de infraestrutura e de redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas e conexão à internet; e provimento de acesso em banda larga para usuários finais, pelo menos em municípios onde inexista a oferta daqueles serviços.

O Decreto irá transferir ainda para a Telebrás a infraestrutura de redes de telecomunicações de propriedade ou posse da Administração Federal Direta e Indireta. No caso das estatais (empresas de economia mista), das empresas da administração indireta (como Serpro ou Dataprev), o uso da infraestrutura será realizado mediante contrato de cessão.

Além de reativar a Telebrás, conferindo maiores poderes à estatal, o decreto lista cinco diretrizes do governo e lista uma série de medidas regulatórias que deverão ser implementadas pela Anatel, para que a política de banda larga se efetive. Por fim, o decreto cria o Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital - CGPID.

Decreto – Minuta, versão de dezembro de 2009

Institui o Programa Nacional de Banda Larga – PNBL, e dá outras providências

O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei n. 9.472, de 16 de julho de 1997

DECRETA

Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Banda Larga – PNBL, em consonância com as diretrizes e ações indicadas neste Decreto.
Seção I
Disposições Gerais

Art 2º São objetivos do PNBL, por meio da promoção do acesso em banda larga:
I- desenvolver e desconcentrar oportunidades;
II- reduzir a desigualdade social;
III- reduzir a desigualdade regional;
IV- aumentar a geração de emprego e renda;
V- ampliar e melhorar os serviços de governo ao cidadão;
VI- ampliar a competitividade brasileira e possibilitar maior inserção no cenário internacional.

Parágrafo único – Para fins deste Decreto, o acesso em banda larga é caracterizado pela oferta de telecomunicações contínua, ininterrupta e com capacidade suficiente para aplicações de dados, voz e vídeo mais comuns ou socialmente relevantes.

Art 3º O PNBL será organizado em ações fixadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital – CGPID.

Seção II
Da Infraestrutura para Redes de Telecomunicações


Art 4º O uso da infraestrutura de suporte a serviços de telecomunicações se pautará pelas seguintes regras:
I – é obrigatória a disponibilização para compartilhamento de infraestrutura de suporte às redes e serviços de telecomunicações, nos termos dos artigos 73 a 155 da Lei n. 9.472, de 1997
II- é vedada a discriminação de preço e condições de uso entre diferentes prestadores de serviços de telecomunicações;
III- a disponibilização de infraestrutura para um prestador de serviço de telecomunicações cria presunção relativa de viabilidade do compartilhamento dessa infraestrutura com outros prestadores.

Seção III
Da Infraestrutura para Redes de Telecomunicações sob Domínio Federal

Art. 5º A Telecomunicações Brasileiras S/A – TELEBRÁS, nos termos do art. 3º, VII da Lei n. 5.792, de 11 de julho de 1972, passa a ter por finalidade a prestação direta de serviço de telecomunicações.
Art 6º A prestação direta de serviço de telecomunicações pela TELEBRÁS será restrita aos seguintes objetivos:
I- implementação da Intranet do Governo Federal;
II- apoio e suporte a políticas públicas de conexão à Internet e provimento de acesso em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público;
III- provimento de infraestrutura e de redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas;
IV- conexão à Internet e provimento de acesso em banda larga para usuários finais de municípios onde inexista a oferta daqueles serviços, ou onde o preço médio de mercado seja superior em 50% ou mais ao preço médio praticado na capital de Estado mais próxima.
& 1º A Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel fará constar nos termos de autorização ou contratos de concessão firmados com a TELEBRÁS ou suas subsidiárias dispositivo que faça menção expressa às limitações previstas neste artigo.
& 2º Na consecução dos objetivos previstos nos incisos I e II supra, a TELEBRÁS poderá contratar serviços de acesso à rede local e os interligar a sua rede de transporte.
&3º O preço médio que justificará a atuação direta da TELEBRÁS ou de franqueada, prevista no inciso IV, será, cumulativamente, o praticado na oferta de:
I – 256 Kbps, até 31 de dezembro de 2014;
II- 512 Kbps, de 1º de agosto de 2010 a 31 de dezembro de 2014;
III- 1 Mbps, de 1º de agosto de 2012 a 31 de dezembro de 2014.
& 4º A forma de cálculo do preço médio mencionado no inciso IV será disciplinada em resolução da Anatel, que deverá divulgar em sua página na Internet os valores obtidos.
Art. 7º A TELEBRÁS deverá prestar serviços em condições isonômicas e não-discriminatórias.
Parágrafo único – Em substituição parcial ou total à cobrança de preço pelo acesso à sua rede de transporte, a TELEBRÁS poderá firmar acordos de troca de capacidade para alcançar os objetivos previstos nos incisos I e II do art. 6º .
Art. 8º A TELEBRÁS usará, fruirá e operará a infraestrutura de rede de telecomunicações de propriedade ou posse da Administração Federal Direta e Indireta.
& 1º É assegurada aos entes da Administração Federal Indireta o uso e operação da infraetrutura necessária para prestação de serviços de telecomunicações de interesse restrito destinados aos seus sistemas de comunicação, controle e segurança.
&2º Quando se tratar de ente da Administração Federal Indireta, inclusive TELEBRÁS federal ou sociedade de economia mista controlada pela União, o uso da infraestrutura que trata o caput deste artigo será realizada mediante contrato de cessão de uso firmado pela TELEBRÁS e a entidade cedente.
Seção IV
Das medidas de ordenação e gestão setorial

Art. 9º A regulamentação e a gestão do acesso em banda larga deverão se pautar pelas seguintes diretrizes:
I- o compartilhamento de infraestrutura essencial é obrigatória e será objeto de procedimento expedito de resolução de controvérsias;
II- a concorrência deve ser estimulada, em especial em área de menor densidade populacional ou de menor interesse econômico;
III- modelos de negócios inovadores e que desenvolvam o uso de serviços convergentes devem ser estimulados;
IV- a gestão da infraestrutura pública, inclusive da radiofrequência, deve ser direcionada a reduzir os custos de prestação de serviço de acesso em banda larga;
V- os mecanismos de fomento e a política de crédito deverão conter a exigências de contrapartida que beneficiem o aumento da concorrência e da inclusão social;

Art 10º Incumbirá à Anatel:
I – fixar regras e obrigações que assegurem a cobertura de todos os municípios brasileiros com acesso em banda larga, até dezembro de 2016, com preços justos e razoáveis;
II – fixar regulamento, até julho de 2012, estimulando o compartilhamento das redes entre prestadoras de serviço de telecomunicações de interesse coletivo;
III – reservar à União parte do espectro nas faixas de radiofreqüência de interesse para aplicações públicas de inclusão digital;
IV – nos processo de licitação de uso de radiofrequência ou de outorga de serviço de telecomunicações elaborar editais que, alternativa ou cumulativamente, privilegiem as seguintes condições:
a) maior cobertura geográfica e capacidade na prestação do serviço;
b) menor valor de preço de público ou da tarifa a ser cobrada do usuário;
c) melhores investimentos na construção ou na ampliação de rede e de infraestruturas de suporte aos serviços de acesso em banda larga;
d) pagamento, parcial ou integral, do preço público devido pela outorga em investimentos na infraestrutura relacionada à prestação do serviço;
e) contrapartidas compatíveis com o objeto da licitação e consideradas de relevante interesse social, conforme previsto no edital;
V – regulamentar, até dezembro de 2010, a exploração do Serviço Móvel Pessoal – SMP por meio de operador de rede virtual;
VI- regulamentar, até dezembro de 2010, os procedimentos para a definição das prestadoras de serviços de telecomunicações detentoras de Poder de Mercado Significativo – PMS.
VII – impor, até dezembro de 2010, condições regulamentares às prestadoras detentoras de PMS que facilitem o acesso expedito à sua infraestrutura, para fins de compartilhamento por outras prestadoras de serviços de telecomunicações;
VIII – regulamentar, até dezembro de 2012, a resolução administrativa de conflitos entre prestadoras de telecomunicações;
IX – regulamentar, até dezembro de 2012, modelo de autorização convergente para prestação d serviços de telecomunicações de interesse coletivo;
X – regulamentar, até dezembro de 2010, o uso da faixa de 450 MHz para banda larga.
Parágrafo único – Na execução das ações relacionadas neste artigo, a Anatel deverá observar as diretrizes fixadas pelo Ministério das Comunicações.
Art. 11 Nas licitações de contratação de serviços de telecomunicações por entes da Administração Federal Direta e Indireta, os editais de licitação deverão conter regra que exija a discriminação dos preços ofertados entre acesso e transporte.
& 1º A oferta de preço de acesso muito inferior aos praticados no mercado poderá ser considerada comprovação de inexequibilidade da proposta.
& 2º Os preços informados pelo licitante vencedor serão informados à Anatel pelo ente que realizar a contratação, que os fará publicar na forma do art. 12 abaixo, e poderão ser utilizados pela Agência na composição administrativa de conflitos entre prestadoras.
& 3º o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão editará regras contendo o procedimento de informação à Anatel pelos entes licitantes referidos no & 2º deste artigo.

Art. 12. A Anatel publicará periodicamente, em intervalos não superiores à trimestralidade, em sua página na Internet, tabela contendo os preços praticados pelas prestadoras de serviços de telecomunicações, discriminados por município, na oferta de serviços de acesso e de transporte de dados de qualquer natureza.
Seção V
Da Estrutura de gestão, acompanhamento e controle do PNBL


Art 13. O Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital – CGPID, criado pelo Decreto no 6.948, de 25 de agosto de 2009, será responsável pela gestão e acompanhamento permanente do PNBL.
Art. 14. Compete ao CGPID, além das atribuições previstas no art 2º do Decreto no 6.948, de 2009:
I – propor outras ações, metas e prioridades
II – estabelecer a metodologia de monitoramento das ações do PNBL;
III – acompanhar a avaliar as ações de implementação do PNBL;
IV – elaborar relatório anual de acompanhamento das ações do PNBL;
V – propor revisão do PNBL
Seção VI
Disposições finais e transitórias

Art 15. Fica remanejado, na forma do Anexo a este Decreto, (órgão cedente) para a Secretaria-Execuriva do CGPID, da Presidência da República, um cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS 101.5, quatro cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS 102.4 e três cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS 101.2
Art 16 – O Decreto no 6.948, de 2005, passa a vigorar acrescido dos seguintes dispositivos:
Art. 4º
Parágrafo único – O CGPID terá uma assessoria técnica permanente, vinculada à Secretaria Executiva, composta de um coordenador geral, quatro coordenadores temáticos e três assessores técnicos.
Art. 5º -A O CGPID deliberará mediante resoluções, por maioria simples, cabendo ao seu coordenador o voto de qualidade.
Art. 5º -B Serão grupos temáticos do CGPID, sem prejuízo de outros que venham a ser fixados no regimento interno;
I – Grupo Temático de Infraestrutura de Serviços de Telecomunicações, coordenado pelo Ministério das Comunicações;
II – Grupo Temático de Aplicações, coordenado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
III – Grupo Temático de Conteúdo, coordenado conjuntamente pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação;
IV – Grupo Temático de Política Industrial, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, coordenado conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

Art. 17 – O art. 13 do Anexo do Decreto no 4.769, de 27de junho de 2003 passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 13
& 1º As despesas e receitas resultantes da implementação do disposto no caput, assim como o eventual saldo de recursos será apurado a partir de maio de 2011, em forma a ser estabelecida por regulamento da ANATEL
& 2º Verificado, nos termos do disposto no & 1º, eventual saldo positivo, este será utilizado na ampliação do backhaul, o que se dará prioritariamente pelo aumento das capacidades mínimas de transmissão, e pelo atendimento a localidades a que ser refere o caput, na forma a ser estabelecida pela ANATEL.
Art. 18 – Ficam revogados:
I- o & 1º do Anexo ao Decreto no 6.654, de 20 de novembro de 2008;
II – o art. 8º do anexo ao Decreto 2.546, de 14 de abril de 1998.
Art. 19 – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

sábado, 10 de abril de 2010

Investimento em ações, primeiras lições.

Bem gente, investir em ações requer muito aprendizado, mas deve ser feito pelo retorno que pode ser obtido. Vou postando conforme vão surgindo dúvidas e conforme vou aprendendendo.
O que está abaixo é só o basico para começar, não é todo o conhecimento disponível sobre o assunto, então deve-se aprender mais.
A dica importante antes de começar a investir pra valer é "brincar nos simuladores" como o "em ação do Folha Invest".
Outra dica importante é procurar uma assessoria legal para te ajudar como os assessores financeiros.

As Ações

Ações são pedaços de uma empresa. Pedaços bem pequenos, digamos, alguns reais numa empresa que vale milhões ou bilhões.
Comprando ações nos tornamos sócios de uma empresa, obviamente com participação pequena.

Uma empresa lança ações na bolsa quando quer ter mais dinheiro para sua expansão. Quando lança ações na bolsa (a chamada "oferta pública inicial" ou IPO, em inglês) a comissão de um banco analisa o quanto vale a companhia e transforma esse valor em pedaços (já injetando um valor a mais), seguindo vários critérios. Com a venda desses valores a empresa ganha dinheiro para poder gastar no que quiser e se torna uma sociedade anônima (S/A), uma empresa pública, aberta a quem quiser ser sócio. É como se varios sócios entrassem na empresa, sendo algum deles majoritário.

Existem alguns tipos de ações, principalmente:

ON - Ações ordinárias. Dão direito a voto nas decisões da empresa, mas pagam menos lucros (dividendos). O sócio majoritário de uma empresa com capital aberto tem a maioria das açoes ON desta.
PN - Ações preferenciais. Dão preferência nos dividendos, mas sem direito a voto. Às vezes se subdividem em vários tipos segundo a política da empresa, PNA, PNB, etc...
UNITS ou UN - novo esquema de ações que unifica as duas acima.

Geralmente as ações são baratas (há açoes de menos de um real, há outras de cerca de 10 e outras de cerca de 100 reais), mas elas são vendidas geralmente em lotes. Falaremos mais disso adiante. Todas as ações da Bovespa são indicadas por códigos compostos de 4 letras e um número (geralmente 3 para ON, 4 para PN, 5 para PNA, 6 para PNB, 11
para units). Por exemplo: Petrobras ON é PETR4, Vale do Rio Doce PNA é VALE5, Vale do Rio Doce ON é VALE3, Unibanco UNIT é UBBR11, enfim...

Os preços (cotações) das ações é baseado nas últimas ofertas de compra e venda. Portanto, quando um preço de uma ação cai é porque estão vendendo por preços mais baixos do que a cotação. Quando sobe, é porque estão comprando por preços maiores que a cotação.

Quando um investidor tem ações na bolsa diz-se que ele tem uma "carteira" de ações. As ações mais negociadas da bolsa, de empresas com números sólidos e estabilidade comprovada são chamadas de "blue chips". No Brasil as maiores blue chips são Vale do Rio Doce e Petrobrás, seguidas de Usiminas, Gerdau, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco. Quando uma ação é de uma empresa menor, menos conhecida ou sólida, costuma-se chamar de "small cap", ou, no extremo do desconhecimento, pode ser um "mico" (o risco de se lidar com ações desse tipo é bem maior, veja mais adiante).


Bovespa

A bolsa que lida com ações (no mercado à vista, comum) no Brasil é a Bovespa, de São Paulo. As maiores empresas do Brasil estão em massa aqui: Petrobrás, Vale do Rio Doce, Usiminas, Gafisa, Pão de Açúcar, Vivo, Light, CPFL, Telemar, Sadia, os bancos, etc.... É importante lembrar que só empresas brasileiras estão na Bovespa, mesmo que tenham sido compradas por estrangeiros (nesse caso eles compraram a maior parte das ações ON ou UNIT da empresa). Multinacionais têm ações em seus países de origem.

Quando se diz "a bolsa caiu" ou "a bolsa subiu", estamos falando (no Brasil) de um índice chamado Ibovespa. Este índice é composto de uma "carteira virtual", onde se simula um investimento em cerca de 60 empresas (escolhidas segundo alguns critérios). Se as ações dessas empresas caem no geral, como se alguém tivesse investido nelas e perdido dinheiro, a bolsa cai. Caso contrário, sobe. Existem outros índices na Ibovespa, alguns separados por setores e dois que consistem das empresas mais negociadas (IBrX-50 e IBrX-100).

Corretoras e taxas

Para se investir na bolsa é necessário uma corretora. Os bancos também são corretoras, portanto há uma facilidade nesse sentido. Algumas corretoras cobram uma porcentagem sobre a movimentação financeira, outras cobram uma taxa fixa por operação de compra/venda (geralmente uns R$20,00). Esse custo (a "corretagem") é importantíssimo para se calcular o quanto se pode ganhar com operações na Bolsa.

Há uma taxa chamada "custódia", que se cobra quando se tem uma ação em seu poder por um tempo. A taxa é mensal e fica em torno dos R$10, quando existe (muitas corretoras não cobram).

Fora essa taxa ha uma taxa da Bovespa, de 0,035% por operação, a "taxa de emolumentos".

Não há imposto de renda para operações na bolsa abaixo de R$20.000. Mais do que isso, há uma taxa de 15% sobre os ganhos, quando houver ganho.

Como se ganha

O investimento em ações consiste em duas possibilidades:
1- Ganhos com compra e venda. Compra-se, por exemplo, a 10 e vende-se a 12. Há nisso as taxas descritas acima e o risco implícito descrito abaixo.
2- Os chamados proventos, que são basicamente os dividendos, a distribuição dos lucros da empresa aos acionistas.
Geralmente o valor deles é baixo, coisa de alguns centavos por ação. Algumas empresas são conhecidas por distribuir bons lucros a seus acionistas (por exemplo, CPFL, CSN, Souza Cruz*).

(* A Souza Cruz é uma excelente pagadora de dividendos pois é uma indústria de cigarro, e indústrias de cigarro não podem mais investir tanto dinheiro em propaganda, pois estas são proibidas quase que totalmente. Ela chegou a distribuir quase 100% do lucro em dividendos recentemente)

Riscos

Há um risco histórico de quebra? Sim, mas é tão grande quanto o banco que vc tem conta quebrar e vc perder tudo o que está na sua conta-corrente. Então a gente não conta, ainda mais nessa época de economia brasileira mais forte.

O risco mais comum e temido é mesmo o da queda nas ações. Veja que o risco máximo é o da empresa que você tem ações falir e você perder o dinheiro investido nela. Isso dificilmente (ou nunca) acontece sem que a empresa caia pelas tabelas e perca grande parte do seu valor antes. Na dúvida, veja como anda o valor das ações da empresa nos últimos tempos e lembre-se que todas as empresas que compõem o Ibovespa são empresas saudáveis, com contas em dia.

Independente disso pode-se perder dinheiro devido à queda do valor das açoes. É bom dizer que a bolsa é volátil, cai num dia, sobe no outro, isso é normal. Pode até cair durante duas semanas seguidas e subir durante outras, estamos vendo isso agora aliás. O "catch" da coisa é que mesmo que caia muito, um dia subirá tudo o que caiu e mais um pouco. A tendência na bolsa é sempre de alta a longo prazo, uma alta inclusive maior que a de qualquer outra aplicação.

Contra quem quer ganhar no curto prazo e não quer perder há técnicas, descritas a seguir:
- Investir em um pseudo-fundo chamado POP, onde o investidor escolhe uma ação de uma empresa conhecida, o prazo (6 meses ou 1 ano) e investe o dinheiro. Se depois desse prazo as ações subiram o investidor ganha 80 ou 90% desse dinheiro, senão ele ganha quase o mesmo valor que investiu. O ruim disso, fora o valor do ganho não ser cheio e poder haver um pequeno prejuízo, é que antes de 6 meses ou 1 ano não se pode tirar o dinheiro.
- Regular bem o "stop". O stop é um comando da bolsa onde você estipula um preço automático para venda. Digamos que você comprou ações de uma empresa a 50 reais. Você pode estipular que, se ela atingir 48, execute a ordem de venda. É importante dizer que, como a bolsa é volátil, não se pode estipular algo tipo 49,99, porque esse valor certamente seria atingido mesmo na alta (ações oscilam).
- Analisar os fundamentos da empresa e os gráficos (mais adiante).

Estratégia

São estratégias de prazos e liquidez. Importante salientar que essas estratégias podem ser combinadas entre si.

Prazos
Longo Prazo - Investir em longo prazo é ter ações de empresas grandes e confiáveis, as chamadas blue chips, e não se preocupar com a oscilação da bolsa. O investidor de longo prazo vislumbra o prazo de semestres e anos e não se importa com crises, até porque elas passam e a tendência da bolsa é sempre a de valorização, ainda mais quando se investe em blue chips, que tem menor oscilação e uma "performance" mais estável de subida. Investir em longo prazo é a forma mais pacata e segura de se investir na bolsa, pois tem-se o dinheiro aplicado em ações de empresas que sabe-se que não vão despencar do dia para a noite e que se valorizam em bom ritmo. O investidor de longo prazo têm rendimentos sobre os dividendos, um "algo a mais" que acaba sendo um dos principais fatores a quem trabalha no longo prazo. Importante salientar: devido à principal fonte neste caso ser o dividendo, trabalhar no longo prazo com pequenas quantias (lotes fracionários) não faz muito sentido, pois os dividendos costumam não representar muito em pequena escala.

Médio Prazo - O Médio Prazo é o investimento em ações para o ganho com a venda destas de forma não-imediata. Para operar em médio prazo o investidor tem que se basear em primeiro lugar na análise dos fundamentos da empresa, se ela está indo bem, se tem perspectivas boas, etc. Atualmente no Brasil, o ramo imobiliário tem se destacado na valorização a médio prazo, tendo as empresas deste ramo se valorizado bastante de uns seis meses pra cá. Esse ramo é a chamada "bola da vez"...
Pra investir em médio prazo a pessoa tem que comprar algumas ações nas épocas de baixa ou com perspectivas boas de alta e traçar um objetivo para vendê-las, isto é, estabelecer um preço-alvo no qual você se dê por satisfeito ao vender e não sentir remorso se as ações subirem acima desse ponto. A maioria dos traders ativos, que estão sempre vendo notícias e se informando, trabalha em médio prazo.

Curto Prazo - Investimentos em curto prazo requerem habilidade e sobretudo oportunidade. Altas rápidas da bolsa são excelentes oportunidades, assim como notícias positivas sobre empresas (mas tem que ser rápido, pois a notícia que sai às 10 da manhã surte efeito às 11 e é velha à tarde!). A análise gráfica é perfeita para o investidor de curto prazo, pois os gráficos, em situações normais, indicam possíveis direções para o dia seguinte (e não muito mais que isso). Os investidores que trabalham com prazos curtos usam muito o "daytrade", no qual se compra e vende uma ação no mesmo dia, e o "swing", no qual se compra uma ação num dia e vende no dia seguinte, logo na abertura do pregão (O "swing" só existe porque no "daytrade" paga-se 20% de imposto de renda sobre o lucro da operação, independente deste lucro).

Liquidez

Blue Chips - As blue chips são ideais no longo e médio prazos. Mesmo assim, dependendo das circunstâncias, podem ter altas interessantes ao investidor de curto prazo, embora este não seja um fato tão comum, especialmente nas ações da Petrobrás.

Médias - Empresas médias para o padrão da bolsa (que de fato são empresas gigantescas) são uma boa para o investidor de médio e curto prazo. Esteja atento com alguns ramos, como telefonia por exemplo, que costumam oscilar bastante e são bem sensíveis a medidas do governo, como aumento ou diminuição de tarifas. O ramo de varejo costuma ficar mais interessante nos fins de ano, quando se ganha mais em vendas para o Natal.

Pequenas e Micos - Muito cuidado quando se lida com ações de empresas menores e/ou menos conhecidas (as chamadas "small caps"), é preciso experiência. No entanto, checando os balanços e perspectivas dessas empresas podemos nos arriscar.
Quando as empresas são ainda menores, daí o negócio é arriscado e precisa-se também de muito sangue-frio para investir nessas ações, os chamados "micos". Às vezes o investidor pode simplesmente não conseguir vender essas ações pela falta de liquidez (pouca procura) e tomar um belo preju, por não vendê-las ou ter que vendê-las abaixo do preço de mercado.
Algumas corretoras bloqueiam operações com esse tipo de ação. É bom frisar que os investidores mais agressivos têm certo apetite por esses "micos" por serem elas as ações com possibilidades de ganhos mais exagerados.

COm relação à liquidez, algumas empresas, para aumentar a liquidez, realizam o chamado "desdobramento" das ações, ou seja, transformam uma ação mais cara em duas mais baratas. A Vale do Rio Doce está fazendo isso (3 de setembro). Suas ações valem em torno de R$80, vão ser desdobradas para duas de R$40. Assim, o lote fica bem mais em conta (veja mais adiante).

Na prática

Na prática é assim: você pesquisa uma corretora segundo seu sistema, suas taxas (corretagem e custódia) e facilidades (por exemplo: as corretoras de bancos têm integração com a conta-corrente do banco, muitas corretoras disponibilizam telefones, chats e fóruns com analistas de mercado, etc...). As corretoras que não são bancos (conhecidos) funcionam exatamente como eles: você faz uma conta, manda o dinheiro a ser aplicado pra essa conta e, lá estando, você pode aplicá-lo.

Não existe preço fixado pelo qual se vende ou compra, você pode estipular o preço que quiser. Digamos que uma ação X esteja cotada a R$75,50. Você pode chegar e dar uma ordem de compra a R$75. O que ocorre nesse caso é que sua ordem, como está abaixo da cotação, vai para uma fila e pode ou não ser executada. Se você desse a ordem a R$75,50 ou mesmo, digamos, 76, sua ordem seria a primeira da fila e certamente executada. Aliás, se você der a ordem num preço diferente do preço corrente da ação e essa ordem for executada, é exatamente aí que o preço da ação "sobe" ou "cai"...

Nesse meio tempo ainda existe o "stop". Digamos que você não queira ter prejuízo nenhum, numa estratégia de menor prazo. Você pode colocar o "stop" da ação X a R$74,00. Se ela atingir essa cotação, a venda é automática nesse valor (ou em outro, estipulado). Numa época de incertezas e quedas bruscas e acentuadas, isso pode ser interessante. Existe também o "stop" máximo, onde você põe um valor máximo, digamos, R$85,00, pra que as suas ações X sejam vendidas se atingido esse valor. Existe ainda uma ordem chamada "start" onde você pode estipular um preço, e se as ações de uma empresa chegarem nesse preço (geralmente baixo), são automaticamente compradas. Digamos que você saiba que o "preço justo" da ações da empresa X seja R$85,00 mas andam oscilando abaixo disso. Você põe um start a R$72,00 e espera, se as ações X atingirem esse valor são automaticamente compradas e você pode esperar a suposta alta delas pra ter seu lucrinho.

Uma vez que você comprou as ações, você espera o movimento do mercado. Dependendo de sua estratégia, como vimos, você pode querer vender as ações, nesse caso é só executar uma ordem de venda, com o mesmo funcionamento descrito acima.
Digamos que a cotação da ação X foi a R$81,60. Você pode tentar vender por R$82 e esperar na fila ou pode ser o primeiro da fila vendendo por R$81,60 ou R$81,50, por exemplo.

Independente de tudo isso, sempre contabilize os emolumentos de 0.035% e a taxa de corretagem. Se for ficar com as ações em um prazo mais longo, contabilize também a taxa de custódia.

Uma coisa importante é salientar que as ações são vendidas prioritariamente em lotes. Os lotes geralmente são caros, ainda mais das ações mais conceituadas. Um lote de ações da Petrobras, por exemplo, é composto por 100 ações, a cerca de R$ 50,00 cada, ou seja, R$5.000. Para mim e para todos os que não nadam no dinheiro, pode-se trabalhar com os chamados "lotes fracionários", lotes pequenos sem limite de quantidade. O lado ruim é que nem sempre se consegue vender lotes fracionários pelo preço "cheio" das ações, sempre um pouco menos. Outra coisa é que os lotes fracionários têm que ser trabalhados com ações de liquidez boa (evite os "micos") pois senão o risco de se "encalhar" é menor. Mas não há motivo para desânimo, eu por exemplo trabalho com esses lotes e estou satisfeito por enquanto.

Exemplo 1: comprou 10 ações da empresa A a R$85,40 por ação. A corretora cobra fixo R$20,00 por operação. Dá mais ou menos uns 30 centavos de emolumentos. No total gasta-se R$ 874,30 nesta compra. Pra se ter um lucro, as ações precisam ir pra mais de R$90 pois existe a taxa na hora da venda também (a menos que se faça um "daytrade"). Ou seja, calcule sempre, senão o risco de um prejuízo é grande. Ponha o Excel pra trabalhar nessa hora.

O pessoal diz que para valores abaixo de 2.000 reais é melhor trabalhar com uma corretora que cobre uma porcentagem, e acima disso, com uma que cobre valor fixo. Isso é só uma recomendação por cima, você pode ter lucro ou prejuízo de qualquer jeito.

Análises

Existem basicamente dois tipos de análises de ações (e índices): a técnica e a fundamentalista. A análise técnica é feita em cima de gráficos, do que eles apontam pro futuro (é também chamada de grafista). A análise fundamentalista leva em conta os fundamentos da empresa (lucros, estrutura, concorrência, como anda o ramo, etc.).
Muita gente investe com base só em uma das duas, mas o ideal é mesmo casar as duas. A análise gráfica serve mais pra prazos curtos e épocas estáveis, de pouca oscilação. A análise fundamentalista serve para o longo prazo sempre, mas no curto prazo quem influencia mesmo é o movimento do mercado devido a fatores externos, como a recente crise dos "subprimes" americanos.

Análise Técnica (Grafista)

Basicamente, é pegar um gráfico de uma ação e tentar adivinhar o próximo movimento. Existem vários apoios a quem quer fazer isso, cursos, etc. Bem, para a maioria das situações os gráficos podem indicar um caminho que a ação vai seguir, mas é sempre importante notar que o ritmo das ações seguem o ritmo da bolsa, isto é, se a bolsa cai a ação tende a cair e vice-versa. Assim, também uma empresa que está com ações em alta pode não cair ou cair menos do que os índices da bolsa, dependendo da força de sua alta. O contrário vale: essa mesma empresa, em alta, pode subir bem acima dos índices
na alta destes. No dia 22/08, por exemplo, a bolsa teve uma alta expressiva e, de todas as centenas de ações, só umas poucas caíram, e bem pouco. Em compensação, três grandes empresas chegaram a subir mais de 10%!

Os gráficos de "candles" são a forma mais comum de gráfico desse tipo. Os candles (velinhas) são úteis pois podem revelar o caminho de determinadas ações nos dias seguintes.



Veja este gráfico de cima. Os candles nele representam um dia inteiro. As linhas dos candles são os preços a que chegaram esta ação, as formas cheias são a diferença entre a abertura e o fechamento (no caso de o candle ser um dia inteiro) ou entre o começo e o fim do período do candle. Os candles brancos são altas e os pretos são quedas. Por exemplo:



No caso, as ações começaram o dia em 53 reais, chegaram ao mínimo de 52,10 e ao máximo de 55,20, e terminaram em 55. Candles com o "bojo" mais para cima (como um martelo em pé - exemplo 1) indicam uma provável alta no período seguinte. Um candle em formato de martelo perfeito (sem linha em cima do "bojo" - exemplo 2) é uma forte indicação de alta, a mais forte possível. O contrário é válido: candles com "bojo" pra baixo (ex. 3) apontam possível queda.

Tudo é possibilidade, veja bem. Análise gráfica é assim: pode chover, mas pode fazer sol. Se chover, pode chover muito. Se fizer sol, pode rachar côcos. O mais útil da análise gráfica é quando há um candle de martelo ou quando há suportes e resistências bem pronunciadas. Suporte é um ponto baixo onde, se o preço da ação romper esse ponto, vai descer a ladeira. Resistência é o contrário, um ponto alto, se rompido indica que vai às alturas. Os suportes e resistências do gráfico de exemplo estão em laranja e verde, respectivamente.

Há diversos cálculos e curvas matemáticas que o pessoal gosta (Tri-line, bandas de Bollinger, Fibonacci, etc), mas cuidado ao confiar demais nessas coisas: notícias externas e fundamentos sempre estão em primeiro lugar quando se está falando de uma empresa.

Análise de Fundamentos


Fundamentos só podem ser "mastigados" por gente realmente especializada, mas analisá-los é o caminho mais seguro pra se investir. Sorte nossa que existem sites que disponibilizam fundamentos "mastigados" pra gente, como o site da corretora Win e o InfoMoney. Lá podemos consultar análises fundamentalistas de empresas e os balanços destas.

De tempos em tempos, corretoras lançam publicamente listas de ações recomendadas. Algumas dessas listas têm o chamado "preço justo", que é quanto os analistas acham que a ação vai valorizar em alguns meses. Algumas têm até uma justificativa dos motivos pelos quais recomendam algumas ações. Um conselho: é bom não acreditar na empolgação desse pessoal em recomendar compras e traçar preços justos lá em cima. Leve em maior consideração aquelas ações que todos estão falando bem ou então recomendações muito fortes.

Recomendo, pra ver essas listas e análises fundamentalistas em geral, cadastrar-se na newsletter do site InfoMoney. Não se esqueça que esses sites de informação gratuita têm um pequeno delay (atraso) das informações, geralmente 15 minutos.

Comportamento

Investindo em ações não caia nunca na besteira de usar seus sentimentos. Estabeleça metas de ganho, não permaneça "comprado" em ações que estão em alta só pra ganhar "mais um pouquinho". Da mesma forma, siga o axioma de Zurique: "se o barco está afundando, pule", ou seja: ponha o "stop" pra trabalhar a menos que você esteja mirando o longo prazo, em outras palavras, não se faça amargar um prejuízo confiante que "um dia" ele se reverterá. Outra: não aja como se fosse um cassino: se você perdeu dinheiro, estude, aprenda mais pra fazer os ganhos superarem as perdas. Riscos sempre existem, mas quanto mais se conhece, mais se controlam esses riscos.

Ritmos de Mercado

Basicamente, o ritmo das ações é resultado dos fundamentos da empresa, incluídos aí os fundamentos dos mercados brasileiros e mudiais (segundo o mercado que a empresa atua). Pra descobrir o rumo de uma ação, deve-se, em suma, considerar esses fatores:

1- Os fundamentos da empresa - Como anda o caixa dela e as perspectivas desse caixa.

2- Contexto da empresa - A Petrobras, por exemplo, depende muito do preço internacional do petróleo. Se o petróleo sobe, a tendência é ela subir. Ao contrário, uma petroquímica como a Braskem tende a subir quando o petróleo cai, pois pra eles petróleo é matéria-prima.

3- Contexto da bovespa (economia brasileira e mundial, índices da bovespa e principais bolsas do mundo)

4- Preço "justo" das ações. Às vezes uma ação sobre demais e passa por um processo de "correção" em seguida, que é simplesmente o pessoal vendendo essas ações pra realizar um lucro.

Outros investimentos em ações

Fundos de ações - Investir em fundos de ações é deixar que o gestor do fundo, geralmente um banco, faça todas as operações de compra e venda segundo uma carteira pre-definida. Pode-se argumentar que no banco eles são mais especializados e tal, mas eles são bastante engessados porque têm que lidar com uma carteira fixa e não podem sair dela. Além disso, há uma taxa sobre os ganhos e, como se não bastasse, há a incidência de 15% de imposto de renda sobre os rendimentos. Ainda assim, pode ser uma boa opção para quem tem menos recursos e paciência. Lembre-se que o fundo é uma carteira de ações como qualquer outra, então é desejável entrar no investimento numa época de baixa, ou pelo menos numa época que não estejamos numa alta muito forte.

Opções ou Mercado à prazo - As ações como descrevi nesse tópico são o Mercado à Vista de ações, existe também o mercado à prazo. No entanto, não vou me estender muito sobre ele, pois opções são realmente coisa de pessoal experiente, pela habilidade e risco necessários. Basicamente, nesse mercado você lança uma opção de compra ou venda para daqui a um mês ou vários meses a um preço fixado agora, e quando chegar essa data tem que praticar esse preço na compra ou venda. Ao contrário das ações (à vista), você tem um risco considerável de perder tudo e mais um pouco do que investiu, portanto vale o conselho (que me deram): fique craque nas ações à vista primeiro, daí comece a estudar as opções. Só se vc tiver muito tempo livre, daí tudo bem.

Sites


Toda empresa com ações na bolsa tem, em seu site, uma parte de "relações com o investidor". Nesta seção estão disponíveis os últimos balanços da empresa, dividendos que ela pagou, enfim. Há sites que têm essas informações mais mastigadas:

www.infomoney.com.br
www.oinvestidor.com.br
br.advfn.com

Corretoras

Não se esqueça que o banco onde vc tem conta é corretora também. Alguns têm tarifas boas e bons serviços, outros nem tanto. O Itaú, meu banco, é meia-boca em serviços e cobra a tabela da Bovespa, o que é ruim pra alguns, mas tem a vantagem da integração com a conta do banco. A maioria das corretoras desvinculadas a grandes bancos têm atrativos muito bons, visite estes sites e confira:

www.wintrade.com.br

www.agorainvest.com.br

www.banifinvest.com.br

www.investtrader.com.br

www.titulo.com.br
 
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